MALDITA SIMBOLIZAÇÃO!
farta-me a tuas amarras ancestrais feridas
não satisfeita até hoje finge identificar segregando, maldita, maldita!
A GENTE LEVA
SOZINHOS
NADA
DISSO QUE VOCÊ PENSA
SER INDIVIDUAL,
ENQUANTO HÁ
TANTAS MÃOS
DIVERSAS MÃOS
EM MEIO A ROSTOS
E MUITÍSSIMOS OLHOS
DIFERENTES
sexta-feira, 26 de junho de 2009
ENCANTO
a partir de agora
quando não ver
eu grito!
grito para que lembre-te
daquela integridade
entre escombros.
e eu vou
e deixo algum
pretexto
para alguma volta
imânica
festada por sedentos e curiosos
(feito nós).
são esses olhos baixos
que fugindo
me perseguem
e encantam
pelos cantos.
quando não ver
eu grito!
grito para que lembre-te
daquela integridade
entre escombros.
e eu vou
e deixo algum
pretexto
para alguma volta
imânica
festada por sedentos e curiosos
(feito nós).
são esses olhos baixos
que fugindo
me perseguem
e encantam
pelos cantos.
domingo, 21 de junho de 2009
Digo que não sei.
Tenho passado por muitos lugares. Ultimamente o passar tá desenfreado, mas tenho parado de olhar. Andei por ai vendada, de olhos fechados. E tudo por opção. Em meados, a venda se desfaz, ainda que presente. É fácil. Basta aguçar os demais sentidos. Andei ouvindo mais. Percebi que é pior do que olhar. Olhar é fácil, pode ser petrificado, pode parecer nem perceber. Mas ouvir é diferente. Ouvir é mais interior. Ouvir chega lá, nas juntas dos sistemas corporias, cutuca os Entre e diz:
- Alguma coisa está fora da ordem?
Digo que não sei. Finjo que não ouvi. Estraçalho o pescoço para o outro lado da moeda. De um lado, o céu engorda nuvens escuras, cheias de poder. Do outro, apenas algumas leves nuvens pairam na dança da leve brisa celestial, num azul quase inexistente. Me senti como uma bola de ping-pong, se é que isso tem sensação. De um lado, do outro, para um lado, para outro. Não consegui mais muita coisa, é triste. É claro, fechei os olhos para um lado. Abri para outros. Ou, quem sabe, fiquei vesga. Nada! É céu de confusão. Preferi fechar os olhos e dar os ouvidos.
- Alguma coisa está fora da ordem?
Digo que não sei. Finjo que não ouvi. Estraçalho o pescoço para o outro lado da moeda. De um lado, o céu engorda nuvens escuras, cheias de poder. Do outro, apenas algumas leves nuvens pairam na dança da leve brisa celestial, num azul quase inexistente. Me senti como uma bola de ping-pong, se é que isso tem sensação. De um lado, do outro, para um lado, para outro. Não consegui mais muita coisa, é triste. É claro, fechei os olhos para um lado. Abri para outros. Ou, quem sabe, fiquei vesga. Nada! É céu de confusão. Preferi fechar os olhos e dar os ouvidos.
Presença?
se ela aparece
eu sumo
em meio às suas divagações
e amplidões
caso ela insista em voltar
eu tremo
finjo ancorar alguma
tristeza árdua
e fulgaz
se ela se esquivar
eu fito
essas olhos sempre baixos
como nada a procurar
se ela vem
em mesma terra
parece esquivar
mas ainda assim
teria teus olhos
a me encantar
nessa busca eterna
estrada etérea
morada do torpor
de horas preciosas
segue entre
participação e observação:
entrega-se
vastos mares
plenos luares
nostálgico futurismo
eu sumo
em meio às suas divagações
e amplidões
caso ela insista em voltar
eu tremo
finjo ancorar alguma
tristeza árdua
e fulgaz
se ela se esquivar
eu fito
essas olhos sempre baixos
como nada a procurar
se ela vem
em mesma terra
parece esquivar
mas ainda assim
teria teus olhos
a me encantar
nessa busca eterna
estrada etérea
morada do torpor
de horas preciosas
segue entre
participação e observação:
entrega-se
vastos mares
plenos luares
nostálgico futurismo
São tantos lugares
Vastos lares
Morada da dor.
A apontar melancolia
De ponteiros que se faz a sintonia?
Que confusão.
Tua intensidade obscurece
Mas a tantos carece
E ainda assim cresce e cresce.
Tua amplidão poluída
Entopida
Fosco torpor!
Essa tua face oculta
Mesmo em meio às luzes
És escuridão.
Cidade
De Santo? nada!
Rei do Trovão
Vastos lares
Morada da dor.
A apontar melancolia
De ponteiros que se faz a sintonia?
Que confusão.
Tua intensidade obscurece
Mas a tantos carece
E ainda assim cresce e cresce.
Tua amplidão poluída
Entopida
Fosco torpor!
Essa tua face oculta
Mesmo em meio às luzes
És escuridão.
Cidade
De Santo? nada!
Rei do Trovão
quinta-feira, 11 de junho de 2009
COBRA MALDITA!
COMPULSÃO
c
om
p
ul
SÃO
cOM
ssssssssssssss PULSAR!
C
o
M
ssssssssssssssssPULSANDOssssssssssssssss
coSANGUínEos.
OS
( - SSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS >
S-A-N-G-U-I-N-Á-R-I-O-S !
c
om
p
ul
SÃO
cOM
ssssssssssssss PULSAR!
C
o
M
ssssssssssssssssPULSANDOssssssssssssssss
coSANGUínEos.
OS
( - SSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS >
S-A-N-G-U-I-N-Á-R-I-O-S !
u-hul
passo
no descompasso
e disso faço
meu amasso.
meu mormaço
sol de cada dia
no meio do fumaço
mais um maço.
arregaço!
(ei, seu moço! agora a esmola é constante! sirva-se :)
no descompasso
e disso faço
meu amasso.
meu mormaço
sol de cada dia
no meio do fumaço
mais um maço.
arregaço!
(ei, seu moço! agora a esmola é constante! sirva-se :)
um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
- tenho nada pra dizer, não, jão. nessa são paulo quero é vivê qui nem playboy. usá jaqueta, ouvi som no celular. tem mais nada pra fazê, não, jão. aqui a gente já acorda procurando, já acorda desconfiado. depois que tu perde, passa a fica esperto. não dorme muito, não. se dois olho fecha, us ouvido duplica. mesmo cheio de cansaço. malandro adora inventar história. é triste. eu num invento nada, não. cansei di mintira. se tu dá us ouvido pra tudo, fica sem us teu. c num sabe como é nada não. e por aqui é cheio de menininha que num sabe nem arrumar a cama. acha que aqui é várzea? num dou duro porque ninguém dá. e quem dá, só se fode. é por isso que hoje eu cheiro pó na madruga cus playba. sangue cresce pra cima, dizem o mesmo...
segunda-feira, 8 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
OMEROMOTIVO
amor?
(por obséquio...)
- a vida entre essas frestas de concreto, digo..
- onde sobreviver, sinto..
- "risco de vida"? NADA!
(respiramos.)
- ainda que a selva de concreto ou à margem do objeto..
- se você quem sabe der tudo de si..
- controle?
- cortejo!
(cogite algum banquete!)
- liberdade cativa?
- poder?
- visível.
- inverificável.
- CÁRCERE EM PRÓPRIA EXISTÊNCIA?
nada!!! NADA!! NADA nada!!
- confusão, ilusão
- confusion, ilusion
- mas, diga-me:
"o que tens aí agora para mim?"
- pensar?
- sim! ainda há tempo para argumento.
(mas o tempo NADA.)
AINDA!
pois há
(NO FUTURO)
- um mero motivo.
(por obséquio...)
- a vida entre essas frestas de concreto, digo..
- onde sobreviver, sinto..
- "risco de vida"? NADA!
(respiramos.)
- ainda que a selva de concreto ou à margem do objeto..
- se você quem sabe der tudo de si..
- controle?
- cortejo!
(cogite algum banquete!)
- liberdade cativa?
- poder?
- visível.
- inverificável.
- CÁRCERE EM PRÓPRIA EXISTÊNCIA?
nada!!! NADA!! NADA nada!!
- confusão, ilusão
- confusion, ilusion
- mas, diga-me:
"o que tens aí agora para mim?"
- pensar?
- sim! ainda há tempo para argumento.
(mas o tempo NADA.)
AINDA!
pois há
(NO FUTURO)
- um mero motivo.
DENUNCIA DENUNCIA DENUNCIA!!
OS HUMANOS SE HUMILHAM!
OS HUMANOS SE INSULTAM!!
OS HUMANOS RIEM UNS DOS OUTROS!!!
OS HUMANOS SE FAZEM MOTIVO DE PIADA ALHEIA!!!!
POIS É, MEU CARO
AINDA NOS RESTA A ESPERANÇA!
E O FUTURO!
MEROS MOTIVOS,
MEROS MOTIVOS...
OS HUMANOS SE INSULTAM!!
OS HUMANOS RIEM UNS DOS OUTROS!!!
OS HUMANOS SE FAZEM MOTIVO DE PIADA ALHEIA!!!!
POIS É, MEU CARO
AINDA NOS RESTA A ESPERANÇA!
E O FUTURO!
MEROS MOTIVOS,
MEROS MOTIVOS...
domingo, 31 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
o cheio cheio de tédio.
vai, volta, alonga, come, ouve, masca, cospe, grita, chora, lê, vê,
sente, sente, masca, anda, corre, ouve, come, pira,
fica, vai, desconfia, cala, anda, acha, corre,
consente, baixa, vota, fica, come,
masca, chupa, morre,
dorme, fuma,
grita,
bebe, chora,
caga, come, faz,
volta, pausa, vê, sente, sente,
pensa, lenza, venza, basa, banza, lenta, jóia,
nóia, euforia, cantoria, clímax, m, lembrança, falança,
vaga, nada, nada, vaga, vago, mala, vala, fala, cala, pala, rala e
olha.
sente, sente, masca, anda, corre, ouve, come, pira,
fica, vai, desconfia, cala, anda, acha, corre,
consente, baixa, vota, fica, come,
masca, chupa, morre,
dorme, fuma,
grita,
bebe, chora,
caga, come, faz,
volta, pausa, vê, sente, sente,
pensa, lenza, venza, basa, banza, lenta, jóia,
nóia, euforia, cantoria, clímax, m, lembrança, falança,
vaga, nada, nada, vaga, vago, mala, vala, fala, cala, pala, rala e
olha.
o grito do ego lírico
o que me interessa é a ação (mwa ha ha)
é o sangue!!!!!
eu quero ver sangue!!!!!!!
eu quero ver as veias abertas disso aqui!!!!!!
e quero pegá-las, chupá-las, degluti-las, mascar, triturar, ensopar!!!!!!!
I GOT THE POWER
FINISH
(palmas, por favor)
é o sangue!!!!!
eu quero ver sangue!!!!!!!
eu quero ver as veias abertas disso aqui!!!!!!
e quero pegá-las, chupá-las, degluti-las, mascar, triturar, ensopar!!!!!!!
I GOT THE POWER
FINISH
(palmas, por favor)
RETÓRICA TEÓRICA BUCÓLICA MESOZÓICA
- olá, tudo bem?
- gostaria que nos juntássemos para conversarmos.
- gostaria de reunirmos para trocar palavras.
- vamos nos reunir e decidir algo?
- possamos construir ou destruir, mas vamos nos unir?
- estás a ir?
(há)
(eu já sabia)
(pelego)
(ha-ha-ha)
mwa mwa mwa
taca a porra do tango argentino no reapeatch
mas vamos nessa?
conversar?
mera troca simbólica, querido, poxa vida...
- gostaria que nos juntássemos para conversarmos.
- gostaria de reunirmos para trocar palavras.
- vamos nos reunir e decidir algo?
- possamos construir ou destruir, mas vamos nos unir?
- estás a ir?
(há)
(eu já sabia)
(pelego)
(ha-ha-ha)
mwa mwa mwa
taca a porra do tango argentino no reapeatch
mas vamos nessa?
conversar?
mera troca simbólica, querido, poxa vida...
sábado, 9 de maio de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
Banheiros pavorosos
Ainda de cara amassada, cheguei à conclusão de que meu maior (meu conceito de unanimidade é absurdamente patético) medo é me tornar uma quarentona casada, cheirando ao travesseiro encardido e regugitando em cima de qualquer um porque o tapete do banheiro está ligeiramente molhado e emaranhado. Tenho mais medo disso do que a banheiro fedendo, obssessivamente, a desinfetante. Afinal, todos os cheiros não enlatados serão pavorosos. Mais do que eu. Que merda. Na flor da minha juventude eu estou me sentindo uma arcaica estúpida, sem que nada que eu diga não seja insuportavelmente repetitivo e obsoleto. Tão é bagunçando tudo e não são os ponteiros, na verdade são as leis de funcionamento, eu vi, eu vi, eu vi, tudo, absolutamente tudo. Ainda existes os raios catódicos? Eu não suporto mais essa idiota idéia de afinar tudo, caralho. Não suporto mais essas telinhas irritantemente frágeis. Nem essas mulheres exacerbadamente em série. Não. (Francamente, a única coisa que eu deixei de aguentar há tempos são as precocemente embrutecidas solas dos meus pés). Além dissso, eu tô farta de me calar (fico impressionada com as minhas novidades cheirando a mofo). Farta desses parênteses também. Quero entrar numa fase travessão. Mas sem os cansados dois pontos antes. Atravessão? Chega dessas vozinhas esmiuçadas. Senão, no apocalipse, eu só adorarei à fragância de eucalipto. Ou de jasmim. Ou de qualquer outra coisa absolutamente genérica, digestiva, empilulada: passável.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Tuas Horas.
Tempo tem passado sem passado, em passar ainda estranho, mais rápido, menos corrosivo. Suavemente, às escondidas, despercebido, nada sofrido. Resíduos umbilicais bagunçaram ponteiros e distâncias. Até o paladar, senão dirá em próprio corpo. Não mais sente-se: Vê. Encontrando-se preso, as nuvens a andar e a Terra a par a parar, enquanto o fenômeno natural é axioma inverso. Qualquer esquizofrenia cotidiana não saíria assim, pela porta social, a olhar sua cara cansada e pálida estampada no descarado espelho do elevador, pelo ilustrador corriqueiro cheirando a entrega particular, a preguiça moderna, a estática vida de frenético e desenfreado movimento da metrópole. Era claro, nítido, cristalino, pudera límpido. E saiu. Saiu pela porta social, desceu calmamente o elevador, olhou tranquilamente os ponteiros do relógio central passarem, dançarem, recuarem, trépidos, trêmulos, medrosos, covardes, foragidos, coagidos. Façanha. Não haveria tamanha liberdade assim, descer escadas, pular muros, invadir tão próspera propriedade e tão corrompida conseguinte família monogâmica sutil, educada, de tamanha cortesia. Haveriam de inovar, inventividades sem tamanho, maravilhas espetaculares, porém haveria um limite, ou ao menos uma sequência consciente? A vista seria familiar por mais que distante, por mais que assutadora. Não haveria de emaranhar conclusões fulgazes de horas de relexão incognoscível, cíclica, carcereira, enfadonha. Não era possível. E os sinais? Semáforos? Faixa de pedestres? Símbolos, símbolos e símbolos, sim!
Simbologia? Engoli.
Pílulas diárias, castração e prostração, horas de arroxeamento vil, personagens atrozes, dançarinos antenados, atores momentâneos. Estendia a mão, rogava pelo pão, implorava aos olhos. Aqueles petrificados de páginas emboloradas de alguns já seculares meses atrás. Angústia. Palidez. E, como numa gradação de tamanha sutiliza que quase despercebida, atingiu ao clímax real em enredo fictício, impune por gerar tantos delírios e ilusões ao cotidiano já torporizado. Evoquei-me. Pudera viagem astral. Delírio onírico. Demagogia! Demagogias. Não passam disso. Despe-se Desejo, transveste-se Realismo. Pois não? Tudo gulosas pupilas, a engolir olhos, segurar cajado, machado, conduzir boiadas em pastos, perdidas e imóveis a caminho do já traçado desfecho. Fecha-se em pétala, abre-se em botão. E ao desabrochar, já não fura: Atravessa. E agora: Seis da tarde, horário de verão. Passava assim, verdadeiras dunas de duas, duras, puras? Tuas Horas.
Simbologia? Engoli.
Pílulas diárias, castração e prostração, horas de arroxeamento vil, personagens atrozes, dançarinos antenados, atores momentâneos. Estendia a mão, rogava pelo pão, implorava aos olhos. Aqueles petrificados de páginas emboloradas de alguns já seculares meses atrás. Angústia. Palidez. E, como numa gradação de tamanha sutiliza que quase despercebida, atingiu ao clímax real em enredo fictício, impune por gerar tantos delírios e ilusões ao cotidiano já torporizado. Evoquei-me. Pudera viagem astral. Delírio onírico. Demagogia! Demagogias. Não passam disso. Despe-se Desejo, transveste-se Realismo. Pois não? Tudo gulosas pupilas, a engolir olhos, segurar cajado, machado, conduzir boiadas em pastos, perdidas e imóveis a caminho do já traçado desfecho. Fecha-se em pétala, abre-se em botão. E ao desabrochar, já não fura: Atravessa. E agora: Seis da tarde, horário de verão. Passava assim, verdadeiras dunas de duas, duras, puras? Tuas Horas.
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