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domingo, 15 de novembro de 2009

junkianos

SENSAÇÃO - IRRACIONA
SENTIMENTO - RACIONA
INTUIÇÃO - IRRACIONA
VONTADE - RACIONA


DISSOLUTO


mais um
só mais um
aí eu
paro.

fodam-se.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Apenas parte ínfima

ninguém mais do que
uma função - ou parte de uma
performace total. a vida
passa e abre caminhos,
que são percorridos
e vão.
não se pode parar
"livremente" para representar
à beira do caminho, pois isso
atrasaria e transtornaria a viagem
dos átomos e a viagem conjunta. daí o
descontentamento, daí o desprezo
e a tristeza. todos nós
gostaríamos de ser a soma
e não um dos elementos numéricos.
as mudanças e a
luta nos deixam atônitos,
aterrorizados pelo fato de serem
constantes e reais, buscamos
a calma
e a "paz" porque
assim antecipamos a morte que
morremos a cada segundo.
os contrários se unem e não
descobrimos nada de
novo nem arrítmico.
voamos para buscar refúgio
na irracionalidade,
no mágico,
no anormal,
por medo da extraordinária
beleza do certo, material, dialético?
ação individual coletivizada,
coletiva individualizada,
mantendo o equilíbrio (i)lógico
de quem engole
e cospe,
esquecendo a beleza inatingível
saudável e forte -
se está doente dos olhos,
mal do ouvido,
assim se fica protegido?
alguém - algo - sempre nos
protege da verdade - nossa
ignorância e medo.
medo de tudo
fome de tudo
medo de saber que não somos
nada além de
vetores direção
contrução destruição.
está-se atento
sente a angústia de
esperar o minuto seguinte
e participar da complexa
corrente (obrigações) sem
saber que nos dirigimos
a nós mesmo,
ignorando o caráter
criativo da união
como se indivíduos somados
fossem somas de individualidades,
através de milhões de seres-pedras
de seres-aves
de seres-astros
de seres-micróbios
de seres-fontes de direção
de nós mesmos.
variedades de um
incapacidade de escapar ao dois - ao três -
ao etc - sempre -
regressar ao uno.
mas não à soma
(deus/Liberdade/amor)
não
somos ódio - amor - mãe -
filho - planta - terra -
luz - raio - etc.
sempre - mundo doador
de mundos.

Finalmente!
(minha primeira convicção é que eu não estou de acordo com tudo isso)

domingo, 8 de novembro de 2009

Escatologia.

Nada mais precioso do que o riso
e o desprezo - Rir e soltar-se
é prova de força. Ser cruel
despreocupada mente.
A tragédia é o que "o homem" tem de
mais ridículo mas estou certa de que
os animais sofrem,
embora não exibam seus "sofrimentos"
em "teatros" abertos nem
"fechados" (seus lares).
e sua dor é mais real
do que qualquer imagem
que o homem possa
representar ou experimentar
como dolorosa. ____________

amor, amor, amor (mixórdem)

estou indo comigo. um minuto
ausente. venho te roubando
e saio chorando. é um engano.
nenhum desejo, exceto o de andar
até encontrar-se.
somos os mesmos que já fomos e seremos?
não contando com teu estúpido destino.
eu sempre quis que um esquecer
de palavras formará
o idioma exato para entender
os olhares de olhos fechados.
não existe distância.
existe apenas tempo.
quem dirá a existência.
gente rouca...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Time

um livro insuportável na estante. um quadro asqueroso na parede. uma panela repugnante. a pele com cheiros intragáveis. a proposta para uma viagem. a volta de outra. as cores, a magia e a necrofilia. o sono pertubado, as noites mal dormidas. meu pesadelo lúdico. gente desconhecida e caminhos absurdos. um ferimento, na cerne da alma. e no rosto. estirou-se de bruços, não faria mais nada. um bilhete estranho. rasgando todas as velhas páginas. rasgaria as cortinas, os sofás, a pele se deixasse. ia achar a resposta. tinham modificado o que tava escrito nos livros. queria tocar fogo na casa. não pôde. as memórias também se rasgaram. as lembranças, ainda mais. as imagens agora esbranquiçadas. tomadas pela amargura. mais alguém voltou de viagem, bom revê-lo. não saberia que seria pela última vez. alguém colocou coisa estranha no meu fumo. alguém jogou alguma coisa na minha bebida. minha visão tá turva, eu tô suando frio e alucinando, eu tô falando com as pessoas, mas o que ouço é a minha voz. esses caras do ônibus são inaceitáveis. tá tendo uma festa, em frente ao buddha. é um churrasco! um churrasco! eu não suporto mais isso. vou deletar tudo isso, sumir daqui, me mudar para pernambuco. não piso mais nesse lugar. nunca mais. e nunca mais pisou mesmo. no mesmo lugar? pf. eu vou abaixar a cabeça e fingir que não vi. eu não enchergo nada de óculos. ah! antônio das mortes! você é personagem real da ficção, é personagem imaginário... você? tem nome? valores abalados e gente que nunca mais verá. um romeu, um cisne negro. é. ainda me lembro bem, cinco maluco em volta da fogueira, é pra lá que eu vô. eu lembro de uma coisa: eles têm os olhos pretos. inteiramente pretos. soluçava sem parar. o filme lhe contava coisas absurdas. não tinha sentido todo aquele sentido. uma tatuagem molesta. mas corra, não pare, nem pense demais, repare essas velas no cais que a vida é cigana. minhas flores morreram. eu esvaziei uma garrafa de pinga e agora canto coisas sem sentido. é pedra de gelo ao sol. um ladrão. dois ladrões. degelou teus olhos tão sós, num mar de água clara. minhas coisas sumiram. eu sumi com as coisas do mundo. chega, quero dormir. não dá. tem gente estranha batendo na porta, preciso me esconder. quem é? um admirador nojento, um estuprador, um tarado. uma menina linda, também tarada. não, agora não. que horas são? tão parados, eu atirei suas pilhas para longe daqui. reze isso que passa. pedofilia! invasão. desilusão. só. fazem uns meses.





um tic-tac vai marcando cada momento de um dia morto e você gasta à toa e joga no lixo as horas, descontroladamente, perambulando de um lugar para outro em sua cidade
natal esperando por alguém ou alguma coisa que te mostre o caminho. cansado de tomar banho de sol, de ficar em casa vendo a chuva, você é jovem, a vida é longa, e há tempo para desperdiçar. até que um dia você descobre que perdeu a largada. e você corre e corre atrás do sol, mas ele está se pondo, fazendo a volta para nascer outra vez atrás de você. de uma maneira relativa o sol é o mesmo, mas você está mais velho
com menos fôlego e um dia mais perto da morte. cada ano vai ficando mais curto, parece não haver tempo para nada. planos que dão em nada, ou meia página de linhas
rabiscadas. esperar em quieto desespero. o tempo se foi, pensei que eu tivesse algo mais a dizer. em casa, em casa de novo, eu gosto de ficar aqui quando posso. quando eu chego em casa com frio e cansado é bom aquecer meus ossos ao lado do fogo, bem longe no campo. o toque do sino de ferro deixa os fiéis de joelhos para ouvirem as encantos mágicos sussurrados."

eu vou embora, escalar as marés.




you shone like the sun.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

TEORIA x PRÁTICA


Os venenos da mente são divididos em três categorias principais:
I) apego ou desejo - prisão física ou psiquica a pessoas, objetos e fenômenos.
II) raiva - não querer, rejeitar, afastar algo de você.
III) ignorância - não ter uma noção clara da vida, não compreender o significado das coisas que te rodeiam.

os venenos da mente agem de maneira interdependente. quando não temos uma visão clara do que nos rodeia, nos apegamos a certas coisas que, quando não as conseguimos, criamos aversão e ficamos com raiva. esses venenos agem como toxinas, criando energias mentais negativas. tais energias são expressas em palavras, ações e pensamentos, causando um sofrimento cíclico em cadeia que se repete infinitamente.


Mantra das 100 sílabas da mente admantina

Om Benza Sato Samaya /
Manupalaya /
Benza Sato Tenopa /
Tishta Dri Do Me Bhawa /
Suto Kayo Me Bhawa /
Anurakto Me Bhawa /
Supo Kayo Me Bhawa /
Sarwa Siddhi Memtrayatsa /
Sarwa Karma Sutsa Me /
Tsitam Shri Ya Kuru Hung /
Ha Ha Ha Ha Ho Bhagawaen /
Sarwa Tathagata /
Benza Ma Me Muntsa Benzi Bhawa Maha Samaya Sato Ah.

(ajuda a dissolver os venenos da mente)





veja: o mundo de mantraman, nos favoritos.

domingo, 4 de outubro de 2009

este post é uma heresia à sabedoria.

Você tem o seu e eu não tenho nenhum.
Eu não tenho nada pra colocar no lugar.
Onde está a grandeza e o poder do meu enfoque?
Repito: Eu não tenho nada pra colocar no lugar.

"A única coisa que pode haver para substituir é a Louca Sabedoria. A mente é poderosa. Todos têm mente. Não interessa eles ou ele, eles e ele, nada disso."

(poizé)

uma vez eu acordei e um pombo mensageiro me disse que meus dias estavam contados. e ele me disse isso ainda lambendo meus ouvidos. depois disso eu nunca mais dormi sem fechar as janelas dos fundos. ou sem cobrir meu ponto fraco. lapsos de consciência podem ser letais. E realmente o foram: desde então eu conto os meus dias. já se passaram 675 desde o acontecido. eu só lembro de 576. qualquer semelhança não é mera coincidência. é só ironia do destino. do destino traçado pelos senhores do destino. maior honra, mêo. dá até novela da globo! só trocar pro feminino...

sábado, 3 de outubro de 2009

O OUTRO

como decifrar pictogramas de há dez mil anos
se nem sei decifrar
minha escrita interior?

interrogo signos dúbios
e suas variações caleidoscópicas
a cada segundo de observação.

a verdade essencial
é o desconhecido que me habita
e a cada amanhecer me dá um soco.

por ele sou também observado
com carinho ou incompreensão
e assim vive-se, se ao confronto se chama viver,
unidos, impossibilitados de desligamento,
acomodados, adversos,
roídos de infernal curiosidade.




(série ? adaptando corpo do CDA
bom, viu? nada como o modernismo?
pior que é...)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

"did you exchange a walk on part in the war for a lead role in a cage?"




"você trocou teu lugar coadjuvante na guerra pelo papel principal em uma cela?"

domingo, 20 de setembro de 2009

tudo dança
hospedado numa
casa em mudança.

uma mulher que falou na língua das borboletas

ainda amanhecia e eu lembrava da menina que falava a língua das borboletas. ela batia seu anel na mesa, abriam-se universos diante daquele soar mais grave que o de suas unhas, amigas cósmicas, que quando atritadas soltavam um perfume noturno, que só se abria na noite, no escuro ou na ausência do feixe de luz, meu amigo de antigos amores, daqueles que saem por entre as nuvens e provocam encontros casuais do estilo "eu faria tudo para vê-lo de novo diante daquele alvorecer". e a gente andava sozinhas, na solitária companhia uma da outra, nos dando tão bem como convém ao deus e ao poeta. a gente lembrava daquele filme de início de partida, a gente sonhava, a gente cantava, na verdade eu pouco me lembrava, não sei com o que preencheram meus lápsos derradeiros de uma memória esquecida. eu o pintaria de amarelo, mas acho que meu antigo cigano de aguns poucos anos atrás jogou preto neles e assim o transformou em um quadro ridículo, digno de um porão, de um calabouço ou de um cala a boca enorme, do tamanho da enamorada butanesa que eu achei naquelas imagens esbranquiçadas de um dia atrás. e era assim: ela adormecia sem perceber, fechava os olhos de maneira triste, abaixava a cabeça e deixava seus cabelos oleosos o tomarem a cara. e escondia-se. até o dia que eu recostei meus dedos em seu queixo, levantei seu rosto e vi seus olhos. choravam silenciosos. depois acordavam afoitos, gosto muito de você leãozinho, rodopiavam e recortavam coisas por aí, sem parar pra pensar muito. depois se arrependia e chorava ao mesmo instante em que salivava. ela me faz uma falta enorme. com ela eu aprendi que quando se enfia no meio do mato, a flor morre e a gente se perde. depois daquela noite eu voltei e me atirei na cama, de bruços. recebi um bilhete estranho, que me envergonhou, ainda mais por saber do pecado em dose dupla. e é polícia ainda. e conseguia me atingir, falando a língua das borboletas, em antigos blocos de pedra. é, que nem moisés. quando eu acordei daquilo, eu caí no pesadelo? ou será que eu acordei do sonho? será que tornei a me torturar? sabe de uma coisa? os dedos que batem, a velha carne fria que não digita nada, hoje apodrece amarelada.
um amarelo manga pra nossa primeira noite de amor.

aliás, se eu pudesse voltar pras primeiras noites de amor, eu não mudaria nada. eu viveria elas novamente, quantas vezes fosse preciso, pra lembrar daquele gosto novo. cuja única definição não faria a menos diferença. e não importa o nome deles. pra mim A, pra você B, é tudo questão de metaforazinhas, não? não! pouco me importam as definições. "Se soubéssemos, não falaríamos nem tampouco pensaríamos", mas depois de mordida, essa gente vai até o talo e a gente se enrosca.



“A verdade e a mentira. (...) ansiosos de saber, felizes demais por ignorar, procuramos, no que é um remédio ao que não é; e no que não é, um alivio para o que é. Ora o real, ora a ilusão nos recolhe; e a alma em definitivo, não tem outros meios exceto o verdadeiro, que é sua arma – e a mentira sua armadura...”
Paul Valéry

sábado, 19 de setembro de 2009

Eu quero ler meu nome estampado na bandeira municipal:
JOAQUIM GREGÓRIO DA SILVA MATOS GUERRA
soando por aí!

eu tenho inveja do poeta baiano
tantos antes de qualquer
familinha real
mentirinha do mal
já metia a boca no inferno
já era nosso poeta maldito
nosso maldizente querido
gregorio de matos guerra!
aqui está, meu querido
minha eterna paixão
pela sua habilidade vocabulímica e
colérica.

eu sonho com os malditos, sempre desejei os assombrosos:
JOAQUIM GREGÓRIO DA SILVA MATOS GUERRA NETO
vai ser o nome do meu neto!
espalharei por gerações
meus devaneios quinhentistas
incompreensíveis, indomáveis, amáveis, sombrios
tesos! tesos!

"Quem quer, só do querer faça vaidade,
Que quem logra em amor entendimento,
Não tem outro capricho, que a vontade."

Gozar das leis

A ironia e o humor

Não se trataria apenas de duas perversões distintas, mas de duas lógicas completamente diferentes na constituição do objeto do desejo e na relação à lei moral. Essas duas lógicas são descritas por Deleuze por meio de uma associação que se mostrará plena de consequências. Ela consiste em afirmar que, no interior do sadismo, encontramos uma lógica que o associa à ironia, isso enquanto o masoquismo seria a encarnação mais evidente do humor. A princípio, essas associações podem parecer gratuitas.
No entanto, elas consistem em dizer que uma perversão não é simplesmente a descrição de alguma forma de desvio em relação a um padrão de conduta sexual socialmente partilhado. Ela é uma maneira de distorcer uma lei moral da qual o próprio perverso reconhece a existência. Neste sentido, Deleuze poderá dizer que, dada uma lei que reconhecemos, há duas maneiras de não a seguir.
A primeira é através da ironia. Deleuze pode afirmar isso por lembrar do conceito romântico de ironia, onde este aparece como uma posição na qual o sujeito sempre está para além de seus enunciados. Enunciar uma lei de maneira irônica significa mostrar que seu enunciador não está lá onde seu dizer aponta. Esse recurso a um lugar transcendente seria uma maneira de evidenciar que sigo um princípio para além da lei que enuncio.
Todo o esforço de Deleuze no livro será mostrar como a posição de Sade [escritor francês, 1740-1814] em relação à lei moral pode ser compreendida a partir desse esquema.
A segunda seria através do humor. O humor visaria torcer a lei por meio do aprofundamento de suas consequências.
Não colocamos nenhum princípio de significação para além da lei moral. Mas os efeitos da lei são invertidos devido à possibilidade de torções nas designações: “a mais estrita aplicação da lei tem o efeito oposto a este que normalmente esperávamos (por exemplo, os golpes de chicote, longe de punir ou prevenir uma ereção, a provocam, a asseguram)”. Isto é Deleuze falando de Sacher-Masoch, este mesmo Sacher-Masoch em quem o filósofo vê uma insolência por obsequiosidade, uma revolta por submissão.

A paródia do desejo

Essa maneira de torcer a lei fará Deleuze insistir em que só podemos compreender o masoquismo por meio de conceitos como a paródia. Mas, para além da descrição de uma perversão, Deleuze age como quem acredita que por meio do humor, da paródia, da passividade simulada, abre-se uma possibilidade de desdobrar a relação com o desejo, com a lei talvez mais próxima de nossa situação contemporânea. Só não esperávamos nos descobrir todos contemporâneos de Sacher-Masoch.

V. S.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

TRANSFIGURAÇÃO

a gente não espera encontrar vastos mundos em blog.
a gente não espera decifrar ninguém virtualmente.
a gente tão pouco espera abrir a metáfora guardada, há anos...
o prazer não tá em ligá-lo ao autor (graças, temos tantos para desvincularmos de nós e de nosso uno-ego-centrismo): SE LIBERTE DA POESIA QUE TE ASSOLA.
o tá prazer tá ali, efemero, hostil, lúdico, cético.
passa em versos como quem passa em outros trilhos, para tantos, cada vez mais distantes.

prendê-los? então para que tê-los?
o prazer tá na dúvida clara,
na escuridão acesa:
me escreva!

por mais que você minta, por mais que você invente descaradamente, desesperadamente, por mais que pareça então uma fita quebrada, sem hora certa (qual a novidade?), por mais que as tuas metáforas e a dos teus me pareçam genialmente covardes:
eu não ligo - eu gosto.

Nasci de uma conversa engraçada entre Prosa e Verso.
Minha parteira foi a Palavra, na época do Cinema Silencioso.
minha palavra não é derramada, nem tão pouco armada
- minha palavra transborda: flore, murcha e morre.

(borbulhe o palavreado febril que guarda nos cadernos velhos)
aceite sua palavra fora de você. nade nela e continue sempre a nadar.
só não esqueça:

A PALAVRA SEMPRE FERIU.
(A MIM MAIS DO QUE VÁRIOS TAPAS NA CARA)


"ainda sim acredito ser possível reunirmo-nos em outro nível de vínculo..."

- mas é da dor que renasceu e deu a poucos uma esperança mínima.
não renuncie a Ela: nenhum pedaço do então ser vibrante,
errante, quente, sujo, livre, poente, carente, cadente..
pegue a senha e escreva você também.
UPS


os ratos fazem parte.
ironia maledita! sai de mim, aipim!
é pedra de gelo ao sol.



"Não vou buscar a esperança na linha do horizonte, nem saciar a sede do futuro da fonte do passado. nada espero e tudo quero. sou quem toca, quem dança, quem na orquestra desafina. quem delira sem ter febre só o par e o parceiro das verdades.
À desconfiança" um tiro certeiro.
espero que ela volte da onde saiu.

sem explicações, experiência.

domingo, 13 de setembro de 2009

anjo

anjo voltou
Jack Basquiat & Sally Mooroe
meu Drops de agosto setembro
março abril
abriu abri o abrioo

voltou do
minhocão metrô marechal
conheceu o caminho
e depois voou





era então:
"fala"

domingo, 16 de agosto de 2009

A DESCOBERTA DO BRASIL

a trombeta soava e minha gente já batucava. rodeia, rodeia... naquela conversa mole, corpo mole, tanto sol antes da hora. já tinha visto tudo isso. cores, flores, dores, amores, torpores nas proximidades da Idade da Pedra - anos dois mil ou da gordura mal adquirida (ou delicadeza perdida). perdiam e riam, anunciavam e garantiam:
- Ah, eu vô morre hoje!




Panteão brasileiro a entidade suprema é Tupã.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

citando

"corra, não pare, não pense demais
repare essas velas no cais
que a vida é cigana
é caravana
é pedra de gelo ao sol
degelou teus olhos tão sós
num mar de água clara"

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

SÓ NÃO VIA O ROSTO

então quis que o personagem sumisse?
- venham cenários! venham cenários!
cenários vieram então. inúmeros. muitos. tantos. outros.
cenário atrás de cenário. cenário e mais cenário. canário.
bastidor atrás de bastidor? e agora?

sua mão direita toca minha esquerda. seu corpo é o oceano.
oceano sereno, oceano revolto, oceano solto, oceano sem fim.
de ondas traiçoeiras, de belas criaturas, misteriosas conjulturas.
conflui(ria) tamanha oscilação.

"quando eu virei alma sem lugar
foi do seu corpo e não do meu
que eu mais senti falta.
eu pensei que eu era você,
de tanta ausência sua.

e então me olhava no espelho
e só via a melancolia.
as pernas da melancolia,
braços, mãos, peitos,
a bunda da melancolia.

só não via o rosto.
a melancolia não tem rosto".