as pessoas (esses seres, cujo o qual, eu já não mais faço parte em vida) têm mania de mudar. digamo-nos que quando Ella vem a gente se espanta. eu não diria nada disso. um monte de gente vive exclamando:
- Esse Tempo é maluco!
- Olha só, hoje nubla amanhã faz Sol.
Pois eu diria a Estes assim:
- estáticos de merda! quando me movi um pouco à cadeira, minha bunda te jogou pra fora da mesma. tá, eu diria agora eu Estaria em cima, sozinho, luzindo...
pois não.
eu sempre cai
com a cara no chão.
(as coisas não mudam em sua própria mudança.)
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sábado, 19 de dezembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
tentando estabelecer a ponte
não nos deixe
cair em tentação
além!
NÃO PASSARÃO!!
junta fragmentária de pensamentos unidos à beira do desespero de dizer onde não há ouvidos nem bocas caladas apenas olhos famintos como quem ronca e não espera por nada senão pelo seguinte e sucessor que na espera não há depois alguma a não ser a própria busca incessante que nos leva aquém... e não além. os dizeres não ditos se amortecem para depois tomarem formas diferentes dissonantes desconsertantes desfalecidas à beira de uma convulsão vocabulímica de palavras à espreita do abismo que nos abraça no calor quente de uma facção de críticas julgamentos façanhas aranhas atônitas esperando o consentimento e tornando-se a si. o caralho! fui dezenove antes desse e a cada minuto meu ser se renova e torna-se mais de si até inchar explodir espalhar por aí a sua própria forma inicial e não evoluída. o caralho! quer-se qualquer sentimento a emanar livremente pairar sobre voar a visão turva esbranquiçada daqueles que aos poucos perdem a vista mas ampliam a visão para além de sua própria façanha experimental pretensiosa superior. o caralho! édens álcoois vícios analgezia acefalia narcolepsia paralisia do sono entorpecido... onde estou senão na própria nuvem? de marxismo homérico construído no limbo da realidade performática embromática linfática do orgânico então perdido em tum em tics em tacs em lápses. o caralho! a repetir todas as portas fechaduras cadeados asfaltos muros de berlins de amsterdã de são fransisco de istambul de piraporinha. divididos impossibilitados adversos roídos de infernal curiosidade fome desejo pulsação firme roer de unhas ranger de dentes de lentes de mundanças andanças falanças esperanças. é diferente:
o subjetivo não faz sentido se não trazido ao sub-objetivo.
(tom profético não!)
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Apenas parte ínfima
ninguém mais do que
uma função - ou parte de uma
performace total. a vida
passa e abre caminhos,
que são percorridos
e vão.
não se pode parar
"livremente" para representar
à beira do caminho, pois isso
atrasaria e transtornaria a viagem
dos átomos e a viagem conjunta. daí o
descontentamento, daí o desprezo
e a tristeza. todos nós
gostaríamos de ser a soma
e não um dos elementos numéricos.
as mudanças e a
luta nos deixam atônitos,
aterrorizados pelo fato de serem
constantes e reais, buscamos
a calma
e a "paz" porque
assim antecipamos a morte que
morremos a cada segundo.
os contrários se unem e não
descobrimos nada de
novo nem arrítmico.
voamos para buscar refúgio
na irracionalidade,
no mágico,
no anormal,
por medo da extraordinária
beleza do certo, material, dialético?
ação individual coletivizada,
coletiva individualizada,
mantendo o equilíbrio (i)lógico
de quem engole
e cospe,
esquecendo a beleza inatingível
saudável e forte -
se está doente dos olhos,
mal do ouvido,
assim se fica protegido?
alguém - algo - sempre nos
protege da verdade - nossa
ignorância e medo.
medo de tudo
fome de tudo
medo de saber que não somos
nada além de
vetores direção
contrução destruição.
está-se atento
sente a angústia de
esperar o minuto seguinte
e participar da complexa
corrente (obrigações) sem
saber que nos dirigimos
a nós mesmo,
ignorando o caráter
criativo da união
como se indivíduos somados
fossem somas de individualidades,
através de milhões de seres-pedras
de seres-aves
de seres-astros
de seres-micróbios
de seres-fontes de direção
de nós mesmos.
variedades de um
incapacidade de escapar ao dois - ao três -
ao etc - sempre -
regressar ao uno.
mas não à soma
(deus/Liberdade/amor)
não
somos ódio - amor - mãe -
filho - planta - terra -
luz - raio - etc.
sempre - mundo doador
de mundos.
Finalmente!
(minha primeira convicção é que eu não estou de acordo com tudo isso)
uma função - ou parte de uma
performace total. a vida
passa e abre caminhos,
que são percorridos
e vão.
não se pode parar
"livremente" para representar
à beira do caminho, pois isso
atrasaria e transtornaria a viagem
dos átomos e a viagem conjunta. daí o
descontentamento, daí o desprezo
e a tristeza. todos nós
gostaríamos de ser a soma
e não um dos elementos numéricos.
as mudanças e a
luta nos deixam atônitos,
aterrorizados pelo fato de serem
constantes e reais, buscamos
a calma
e a "paz" porque
assim antecipamos a morte que
morremos a cada segundo.
os contrários se unem e não
descobrimos nada de
novo nem arrítmico.
voamos para buscar refúgio
na irracionalidade,
no mágico,
no anormal,
por medo da extraordinária
beleza do certo, material, dialético?
ação individual coletivizada,
coletiva individualizada,
mantendo o equilíbrio (i)lógico
de quem engole
e cospe,
esquecendo a beleza inatingível
saudável e forte -
se está doente dos olhos,
mal do ouvido,
assim se fica protegido?
alguém - algo - sempre nos
protege da verdade - nossa
ignorância e medo.
medo de tudo
fome de tudo
medo de saber que não somos
nada além de
vetores direção
contrução destruição.
está-se atento
sente a angústia de
esperar o minuto seguinte
e participar da complexa
corrente (obrigações) sem
saber que nos dirigimos
a nós mesmo,
ignorando o caráter
criativo da união
como se indivíduos somados
fossem somas de individualidades,
através de milhões de seres-pedras
de seres-aves
de seres-astros
de seres-micróbios
de seres-fontes de direção
de nós mesmos.
variedades de um
incapacidade de escapar ao dois - ao três -
ao etc - sempre -
regressar ao uno.
mas não à soma
(deus/Liberdade/amor)
não
somos ódio - amor - mãe -
filho - planta - terra -
luz - raio - etc.
sempre - mundo doador
de mundos.
Finalmente!
(minha primeira convicção é que eu não estou de acordo com tudo isso)
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Time
um livro insuportável na estante. um quadro asqueroso na parede. uma panela repugnante. a pele com cheiros intragáveis. a proposta para uma viagem. a volta de outra. as cores, a magia e a necrofilia. o sono pertubado, as noites mal dormidas. meu pesadelo lúdico. gente desconhecida e caminhos absurdos. um ferimento, na cerne da alma. e no rosto. estirou-se de bruços, não faria mais nada. um bilhete estranho. rasgando todas as velhas páginas. rasgaria as cortinas, os sofás, a pele se deixasse. ia achar a resposta. tinham modificado o que tava escrito nos livros. queria tocar fogo na casa. não pôde. as memórias também se rasgaram. as lembranças, ainda mais. as imagens agora esbranquiçadas. tomadas pela amargura. mais alguém voltou de viagem, bom revê-lo. não saberia que seria pela última vez. alguém colocou coisa estranha no meu fumo. alguém jogou alguma coisa na minha bebida. minha visão tá turva, eu tô suando frio e alucinando, eu tô falando com as pessoas, mas o que ouço é a minha voz. esses caras do ônibus são inaceitáveis. tá tendo uma festa, em frente ao buddha. é um churrasco! um churrasco! eu não suporto mais isso. vou deletar tudo isso, sumir daqui, me mudar para pernambuco. não piso mais nesse lugar. nunca mais. e nunca mais pisou mesmo. no mesmo lugar? pf. eu vou abaixar a cabeça e fingir que não vi. eu não enchergo nada de óculos. ah! antônio das mortes! você é personagem real da ficção, é personagem imaginário... você? tem nome? valores abalados e gente que nunca mais verá. um romeu, um cisne negro. é. ainda me lembro bem, cinco maluco em volta da fogueira, é pra lá que eu vô. eu lembro de uma coisa: eles têm os olhos pretos. inteiramente pretos. soluçava sem parar. o filme lhe contava coisas absurdas. não tinha sentido todo aquele sentido. uma tatuagem molesta. mas corra, não pare, nem pense demais, repare essas velas no cais que a vida é cigana. minhas flores morreram. eu esvaziei uma garrafa de pinga e agora canto coisas sem sentido. é pedra de gelo ao sol. um ladrão. dois ladrões. degelou teus olhos tão sós, num mar de água clara. minhas coisas sumiram. eu sumi com as coisas do mundo. chega, quero dormir. não dá. tem gente estranha batendo na porta, preciso me esconder. quem é? um admirador nojento, um estuprador, um tarado. uma menina linda, também tarada. não, agora não. que horas são? tão parados, eu atirei suas pilhas para longe daqui. reze isso que passa. pedofilia! invasão. desilusão. só. fazem uns meses.

um tic-tac vai marcando cada momento de um dia morto e você gasta à toa e joga no lixo as horas, descontroladamente, perambulando de um lugar para outro em sua cidade
natal esperando por alguém ou alguma coisa que te mostre o caminho. cansado de tomar banho de sol, de ficar em casa vendo a chuva, você é jovem, a vida é longa, e há tempo para desperdiçar. até que um dia você descobre que perdeu a largada. e você corre e corre atrás do sol, mas ele está se pondo, fazendo a volta para nascer outra vez atrás de você. de uma maneira relativa o sol é o mesmo, mas você está mais velho
com menos fôlego e um dia mais perto da morte. cada ano vai ficando mais curto, parece não haver tempo para nada. planos que dão em nada, ou meia página de linhas
rabiscadas. esperar em quieto desespero. o tempo se foi, pensei que eu tivesse algo mais a dizer. em casa, em casa de novo, eu gosto de ficar aqui quando posso. quando eu chego em casa com frio e cansado é bom aquecer meus ossos ao lado do fogo, bem longe no campo. o toque do sino de ferro deixa os fiéis de joelhos para ouvirem as encantos mágicos sussurrados."

um tic-tac vai marcando cada momento de um dia morto e você gasta à toa e joga no lixo as horas, descontroladamente, perambulando de um lugar para outro em sua cidade
natal esperando por alguém ou alguma coisa que te mostre o caminho. cansado de tomar banho de sol, de ficar em casa vendo a chuva, você é jovem, a vida é longa, e há tempo para desperdiçar. até que um dia você descobre que perdeu a largada. e você corre e corre atrás do sol, mas ele está se pondo, fazendo a volta para nascer outra vez atrás de você. de uma maneira relativa o sol é o mesmo, mas você está mais velho
com menos fôlego e um dia mais perto da morte. cada ano vai ficando mais curto, parece não haver tempo para nada. planos que dão em nada, ou meia página de linhas
rabiscadas. esperar em quieto desespero. o tempo se foi, pensei que eu tivesse algo mais a dizer. em casa, em casa de novo, eu gosto de ficar aqui quando posso. quando eu chego em casa com frio e cansado é bom aquecer meus ossos ao lado do fogo, bem longe no campo. o toque do sino de ferro deixa os fiéis de joelhos para ouvirem as encantos mágicos sussurrados."
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
NON SENSE
- quem matou ela?
FODA-SE QUEM MATOU O QUE IMPORTA É QUE ELA MORREU!
eu esgoelava isso, mas não adiantou, as paredes são ocas e eu montada no cavalo metálico do rock n roll, inalando o terremoto do sol, constantemente, sem alivio nunca. é a era da velocidade e a musica da cidade é elétrica, assim como a karne. e a karne explode para si mesma, em kakos koloridos.
a desconcentração de tudo atinge a cerne da minha ânima. o rock da desintegração inaugura novos níveis de comunicação! a música é a maior demo-cracia que já existiu pelo sistema solar. desencadeadora de verdadeiras convulsões sexuais, da mente, da alma e de todos os espíritos santos. a simultaneidade das relações atingiram seu ápice e nada mais é relativo, nem os apelos (eu diria - muito menos)!
tic-tac
FODA-SE QUEM MATOU O QUE IMPORTA É QUE ELA MORREU!
eu esgoelava isso, mas não adiantou, as paredes são ocas e eu montada no cavalo metálico do rock n roll, inalando o terremoto do sol, constantemente, sem alivio nunca. é a era da velocidade e a musica da cidade é elétrica, assim como a karne. e a karne explode para si mesma, em kakos koloridos.
a desconcentração de tudo atinge a cerne da minha ânima. o rock da desintegração inaugura novos níveis de comunicação! a música é a maior demo-cracia que já existiu pelo sistema solar. desencadeadora de verdadeiras convulsões sexuais, da mente, da alma e de todos os espíritos santos. a simultaneidade das relações atingiram seu ápice e nada mais é relativo, nem os apelos (eu diria - muito menos)!
tic-tac
domingo, 18 de outubro de 2009
TEMPO, TEMPO, TEMPO, TEMPO
certos esclarecimentos jamais sairão da conversa paralela daqueles olhos repetidos e desesperados. aliás, vejamos que os cantos continuam cheios de conversas, digníssimo eu diria, já que a gente não consegue finalizar ou concluir nenhuma das nossas, de jeito nenhum... eu só queria dizer que a minha desordem vem do desespero. a minha desordem vem como súplica, como desejo, como busca incessante e como paixão muitas vezes. a gente buscou esclarecimento nas noites insones e só achou sonhos. quem sabe um dia você tenha acordado sem me avisar? não sei... eu não queria ter acordado, mas não teve jeito... perdi meu celular, não tenho como me despertar [ó céus]. é, mas então, a vida passa. e você bagunçou tudo e eu não tenho nada pra colocar no lugar das suas ideologias perdidas, quebradas, mutantes!!! eu não tenho nada!!! desculpa, quem sabe a próxima venha como oração. afinal, aos messiânicos tudo é pussiver... e dá-lhe leonardo boff [a águia e a galinha] e paulo freire...
esse negócio de pedagogia, mêo, ai... TÔ DE BOA.
esse negócio de pedagogia, mêo, ai... TÔ DE BOA.
domingo, 4 de outubro de 2009
este post é uma heresia à sabedoria.
Você tem o seu e eu não tenho nenhum.
Eu não tenho nada pra colocar no lugar.
Onde está a grandeza e o poder do meu enfoque?
Repito: Eu não tenho nada pra colocar no lugar.
"A única coisa que pode haver para substituir é a Louca Sabedoria. A mente é poderosa. Todos têm mente. Não interessa eles ou ele, eles e ele, nada disso."
(poizé)
uma vez eu acordei e um pombo mensageiro me disse que meus dias estavam contados. e ele me disse isso ainda lambendo meus ouvidos. depois disso eu nunca mais dormi sem fechar as janelas dos fundos. ou sem cobrir meu ponto fraco. lapsos de consciência podem ser letais. E realmente o foram: desde então eu conto os meus dias. já se passaram 675 desde o acontecido. eu só lembro de 576. qualquer semelhança não é mera coincidência. é só ironia do destino. do destino traçado pelos senhores do destino. maior honra, mêo. dá até novela da globo! só trocar pro feminino...
Eu não tenho nada pra colocar no lugar.
Onde está a grandeza e o poder do meu enfoque?
Repito: Eu não tenho nada pra colocar no lugar.
"A única coisa que pode haver para substituir é a Louca Sabedoria. A mente é poderosa. Todos têm mente. Não interessa eles ou ele, eles e ele, nada disso."
(poizé)
uma vez eu acordei e um pombo mensageiro me disse que meus dias estavam contados. e ele me disse isso ainda lambendo meus ouvidos. depois disso eu nunca mais dormi sem fechar as janelas dos fundos. ou sem cobrir meu ponto fraco. lapsos de consciência podem ser letais. E realmente o foram: desde então eu conto os meus dias. já se passaram 675 desde o acontecido. eu só lembro de 576. qualquer semelhança não é mera coincidência. é só ironia do destino. do destino traçado pelos senhores do destino. maior honra, mêo. dá até novela da globo! só trocar pro feminino...
sábado, 3 de outubro de 2009
nostalgic mode on
ele levantava a cabeça e ria de mim, bem baixinho.
depois abaixava os olhos (sempre baixos)
e ria pra mim, timidamente..
a mim me ensinou
tudo.
me ensinou a olhar cada vocábulo que há nas coisas
a fazer a poesia ironica e cortante
a dançar e a não abraçar qualquer imbecilidade que passe pela frente.
naquele jeito estranho, oleoso, pegajoso, bravil.
rooteza
(preconceito ideológico
é tão triste)
parece que ainda não descobriram isso.
próxima lição de vida vai para:
depois abaixava os olhos (sempre baixos)
e ria pra mim, timidamente..
a mim me ensinou
tudo.
me ensinou a olhar cada vocábulo que há nas coisas
a fazer a poesia ironica e cortante
a dançar e a não abraçar qualquer imbecilidade que passe pela frente.
naquele jeito estranho, oleoso, pegajoso, bravil.
rooteza
(preconceito ideológico
é tão triste)
parece que ainda não descobriram isso.
próxima lição de vida vai para:
domingo, 20 de setembro de 2009
sabe quar que é o problema?
a luiza trancou verdadeiros príncipes em casarões enlamassados pensando colher amoras maduras. a luiza é tímida, a luiza é faladeira, a luiza é calada, a luiza é namoradeira. a luiza é atleta, a luiza desmaiou no carnaval, a luiza é antropóloga, a luiza é poeta, astronauta e cineasta sonora. a luiza se espititualizou em maputo, andou de elefante e acreditou caminhar sobre as nuvens do velho continente. a luiza comeu um insetinho no dia da parada gay, só porque ele comia sua castanheira preferida. a luiza passou dias salvando formiguinhas, passou horas as observando sobir pelas árvores. até que a morena dos olhos d'agua matou a formiguinha que andava pelo seio de luiza. a luiza adora as verdadeira espeluncas, a luiza é uma porca, a luiza é grossa, a luiza é um doce de pessoa. a luiza é forte, a luiza caiu, a luiza viu, a luiza não entende quando chamam ela por outro nome. a luiza aprendeu a reconhecer que não foi nada disso, a luiza come tabletes de chocolate e fuma feito um avestruz na cruz, gosta de ler jorge mautner no caminho pra aula que não existe, a luiza gosta de fumar maconha e bagunçar as idéias para ler pós-modernismo paranóiptico. a luiza era tranquila, quase pouco falava, lembrava de alguns sussurros quando de noite acordava. a luiza achou que a coisa nova na cara fosse mandinga e pedia ajuda pra são longuinho enquando batucava no samba da morte da bezerra, na casa do caralho. a luiza deu um soco na amiguinha quando tinha 11 anos, hoje, quase vinte, pra ser ridícula, não consegue acertar a voadora na cara de um marmanjo aí, enquanto sonha com a velha amiga de mesa de bar. a luiza mentia na íris dos outros, achou o romance baiano mais bonito, e lembrou dos olhos inteiramente pretos e chorou de medo, às onze e meia, voltando para casa na chuva, sozinha com a clementina. a luiza achou o coração abandonado pelo buddha uma tristeza, vibrou com a canalhice rosnando aos idiotas da objetividade: a luiza adora literatura anti-literária, a luiza é ridúla, escreveu 120 poemas e não entende nenhum deles. a luiza refletiu para a Torre de Babel na segunda pessoa do singular. a luiza quando descobriu que a subjetividade era mais enroladora que os problemas sociais ela passou a se afogar. a luiza quer mudar de vida, a luiza não se meche, a luiza tem uma barriga enorme que não a permite sair do sofá. a luiza do not be or tupi, cannot stay at home tonight cuz'the moonlight is ready to kill anyone, mothefucke. a luiza se perdeu no meio do deserto do arizona, foi resgatada por cães pastores e deixou a baía de guanabara encantada quando cantou Falsa Magra, do Mc Mascote, fazendo a conexão baixada-baixada, depois de umas tequilas luiza ficou mil grau e sonhou tocar flautinhas celestiais com seu amigo, erik, que toca harpa na casa de fundição de minas gerais, coração do brasil. a luiza prendeu a palhaça jubilada na cassamba do carro do Atobalá d'logã, às 13 horas da sex-ta feira treze, de dois mil cento e treze, no coração do maranhão. a luiza acariciou os longos cabelos pretos de um joão marmelão, a reencarnação de hermes trimegistro, que por sinal é tres vezes hermes, um grande legislador da terra das esfinges magnéticas. a luiza se internou num manicômio todo feito de grossas cortinas de veludo roxo, que permitiam-na a visão incognscível do papel da virilidade em nossas herméticas vidas futuras. a luiza comparou o cabelo cacheado daquela falta de vermelhidão ao poeta Glauco Mattoso, nosso maior expoente da podolatria no Brasil. a luiza casou com sganzerla depois da morte dele, seu noivo cadáver predileto nunca esquecera das belissimissimas pernas da ignez, linda e otima, vitima certeira do exu do corcovado ou do exu do raul. a luiza chorou quando o michael morreu e nao se despediu de sua clínica abandonada nos confins da idade da pedra, nos anos setenta antes de cristo, com seu figurino de sandálias peregrinas, vermelhas, brancas e pretas, vermelhas, brancas e pretas. a luiza descobriu que a causa disso tudo era seu ascendente em aquario, que junto com seu sol em áries formavam alguma coisa ainda não identificada, quem sabe um óvini vindo da boina daquele cachaceiro estranho e contador de histórias fúteis. a luiza descobriu que a bolacha passatempo é melhor que a fófis. a luiza acreditou em Cass quando ela enfiou o alfinete de vidro nas narinas, a luiza queria comer o Bukowski só que ele já morreu e ela sonhava em ser amiga do Álvares de Azevedo para acabar como problema do byronianismo brasileiro, a luiza sofre do mal do século e não consegue ler Goffman sem chorar incontrolavelmente. a luiza amaldiçoou a simbolização e perdeu-se nos danoninhos de maçã e nos cabelos cortados. a luiza sente falta dos negros cabelos enrorrendo-lhe a face. luiza viu a marca de poder, gata. a luiza olhou bem fundo naqueles olhos e se assustou depois de cair dentro do cachimbo do saci pererê. a luiza nunca entendeu o porquê da dualidade do menino magrelo. a luiza quase mandou uma à merda e partiu pra porrada mas achou melhor acender um cachimbo de ópio junto ao casal rimbaudverlaine, enquando tomou absinto na porta da givclub, pensando estar sob o cogumelo da fiction, africa, i like your style, the song so fucking hot n people r so fucking crazy n die there, hardera, ela se surpreendeu pelo cara com a blusa de polvo e nunca mais parou de escrever, a luiza está escrevendo há tantos dias que pensou ser essa a origem do problema. essa menina não fala nada,o que há com ela?
a luiza trancou verdadeiros príncipes em casarões enlamassados pensando colher amoras maduras. a luiza é tímida, a luiza é faladeira, a luiza é calada, a luiza é namoradeira. a luiza é atleta, a luiza desmaiou no carnaval, a luiza é antropóloga, a luiza é poeta, astronauta e cineasta sonora. a luiza se espititualizou em maputo, andou de elefante e acreditou caminhar sobre as nuvens do velho continente. a luiza comeu um insetinho no dia da parada gay, só porque ele comia sua castanheira preferida. a luiza passou dias salvando formiguinhas, passou horas as observando sobir pelas árvores. até que a morena dos olhos d'agua matou a formiguinha que andava pelo seio de luiza. a luiza adora as verdadeira espeluncas, a luiza é uma porca, a luiza é grossa, a luiza é um doce de pessoa. a luiza é forte, a luiza caiu, a luiza viu, a luiza não entende quando chamam ela por outro nome. a luiza aprendeu a reconhecer que não foi nada disso, a luiza come tabletes de chocolate e fuma feito um avestruz na cruz, gosta de ler jorge mautner no caminho pra aula que não existe, a luiza gosta de fumar maconha e bagunçar as idéias para ler pós-modernismo paranóiptico. a luiza era tranquila, quase pouco falava, lembrava de alguns sussurros quando de noite acordava. a luiza achou que a coisa nova na cara fosse mandinga e pedia ajuda pra são longuinho enquando batucava no samba da morte da bezerra, na casa do caralho. a luiza deu um soco na amiguinha quando tinha 11 anos, hoje, quase vinte, pra ser ridícula, não consegue acertar a voadora na cara de um marmanjo aí, enquanto sonha com a velha amiga de mesa de bar. a luiza mentia na íris dos outros, achou o romance baiano mais bonito, e lembrou dos olhos inteiramente pretos e chorou de medo, às onze e meia, voltando para casa na chuva, sozinha com a clementina. a luiza achou o coração abandonado pelo buddha uma tristeza, vibrou com a canalhice rosnando aos idiotas da objetividade: a luiza adora literatura anti-literária, a luiza é ridúla, escreveu 120 poemas e não entende nenhum deles. a luiza refletiu para a Torre de Babel na segunda pessoa do singular. a luiza quando descobriu que a subjetividade era mais enroladora que os problemas sociais ela passou a se afogar. a luiza quer mudar de vida, a luiza não se meche, a luiza tem uma barriga enorme que não a permite sair do sofá. a luiza do not be or tupi, cannot stay at home tonight cuz'the moonlight is ready to kill anyone, mothefucke. a luiza se perdeu no meio do deserto do arizona, foi resgatada por cães pastores e deixou a baía de guanabara encantada quando cantou Falsa Magra, do Mc Mascote, fazendo a conexão baixada-baixada, depois de umas tequilas luiza ficou mil grau e sonhou tocar flautinhas celestiais com seu amigo, erik, que toca harpa na casa de fundição de minas gerais, coração do brasil. a luiza prendeu a palhaça jubilada na cassamba do carro do Atobalá d'logã, às 13 horas da sex-ta feira treze, de dois mil cento e treze, no coração do maranhão. a luiza acariciou os longos cabelos pretos de um joão marmelão, a reencarnação de hermes trimegistro, que por sinal é tres vezes hermes, um grande legislador da terra das esfinges magnéticas. a luiza se internou num manicômio todo feito de grossas cortinas de veludo roxo, que permitiam-na a visão incognscível do papel da virilidade em nossas herméticas vidas futuras. a luiza comparou o cabelo cacheado daquela falta de vermelhidão ao poeta Glauco Mattoso, nosso maior expoente da podolatria no Brasil. a luiza casou com sganzerla depois da morte dele, seu noivo cadáver predileto nunca esquecera das belissimissimas pernas da ignez, linda e otima, vitima certeira do exu do corcovado ou do exu do raul. a luiza chorou quando o michael morreu e nao se despediu de sua clínica abandonada nos confins da idade da pedra, nos anos setenta antes de cristo, com seu figurino de sandálias peregrinas, vermelhas, brancas e pretas, vermelhas, brancas e pretas. a luiza descobriu que a causa disso tudo era seu ascendente em aquario, que junto com seu sol em áries formavam alguma coisa ainda não identificada, quem sabe um óvini vindo da boina daquele cachaceiro estranho e contador de histórias fúteis. a luiza descobriu que a bolacha passatempo é melhor que a fófis. a luiza acreditou em Cass quando ela enfiou o alfinete de vidro nas narinas, a luiza queria comer o Bukowski só que ele já morreu e ela sonhava em ser amiga do Álvares de Azevedo para acabar como problema do byronianismo brasileiro, a luiza sofre do mal do século e não consegue ler Goffman sem chorar incontrolavelmente. a luiza amaldiçoou a simbolização e perdeu-se nos danoninhos de maçã e nos cabelos cortados. a luiza sente falta dos negros cabelos enrorrendo-lhe a face. luiza viu a marca de poder, gata. a luiza olhou bem fundo naqueles olhos e se assustou depois de cair dentro do cachimbo do saci pererê. a luiza nunca entendeu o porquê da dualidade do menino magrelo. a luiza quase mandou uma à merda e partiu pra porrada mas achou melhor acender um cachimbo de ópio junto ao casal rimbaudverlaine, enquando tomou absinto na porta da givclub, pensando estar sob o cogumelo da fiction, africa, i like your style, the song so fucking hot n people r so fucking crazy n die there, hardera, ela se surpreendeu pelo cara com a blusa de polvo e nunca mais parou de escrever, a luiza está escrevendo há tantos dias que pensou ser essa a origem do problema. essa menina não fala nada,o que há com ela?
uma mulher que falou na língua das borboletas
ainda amanhecia e eu lembrava da menina que falava a língua das borboletas. ela batia seu anel na mesa, abriam-se universos diante daquele soar mais grave que o de suas unhas, amigas cósmicas, que quando atritadas soltavam um perfume noturno, que só se abria na noite, no escuro ou na ausência do feixe de luz, meu amigo de antigos amores, daqueles que saem por entre as nuvens e provocam encontros casuais do estilo "eu faria tudo para vê-lo de novo diante daquele alvorecer". e a gente andava sozinhas, na solitária companhia uma da outra, nos dando tão bem como convém ao deus e ao poeta. a gente lembrava daquele filme de início de partida, a gente sonhava, a gente cantava, na verdade eu pouco me lembrava, não sei com o que preencheram meus lápsos derradeiros de uma memória esquecida. eu o pintaria de amarelo, mas acho que meu antigo cigano de aguns poucos anos atrás jogou preto neles e assim o transformou em um quadro ridículo, digno de um porão, de um calabouço ou de um cala a boca enorme, do tamanho da enamorada butanesa que eu achei naquelas imagens esbranquiçadas de um dia atrás. e era assim: ela adormecia sem perceber, fechava os olhos de maneira triste, abaixava a cabeça e deixava seus cabelos oleosos o tomarem a cara. e escondia-se. até o dia que eu recostei meus dedos em seu queixo, levantei seu rosto e vi seus olhos. choravam silenciosos. depois acordavam afoitos, gosto muito de você leãozinho, rodopiavam e recortavam coisas por aí, sem parar pra pensar muito. depois se arrependia e chorava ao mesmo instante em que salivava. ela me faz uma falta enorme. com ela eu aprendi que quando se enfia no meio do mato, a flor morre e a gente se perde. depois daquela noite eu voltei e me atirei na cama, de bruços. recebi um bilhete estranho, que me envergonhou, ainda mais por saber do pecado em dose dupla. e é polícia ainda. e conseguia me atingir, falando a língua das borboletas, em antigos blocos de pedra. é, que nem moisés. quando eu acordei daquilo, eu caí no pesadelo? ou será que eu acordei do sonho? será que tornei a me torturar? sabe de uma coisa? os dedos que batem, a velha carne fria que não digita nada, hoje apodrece amarelada.
um amarelo manga pra nossa primeira noite de amor.
aliás, se eu pudesse voltar pras primeiras noites de amor, eu não mudaria nada. eu viveria elas novamente, quantas vezes fosse preciso, pra lembrar daquele gosto novo. cuja única definição não faria a menos diferença. e não importa o nome deles. pra mim A, pra você B, é tudo questão de metaforazinhas, não? não! pouco me importam as definições. "Se soubéssemos, não falaríamos nem tampouco pensaríamos", mas depois de mordida, essa gente vai até o talo e a gente se enrosca.
um amarelo manga pra nossa primeira noite de amor.
aliás, se eu pudesse voltar pras primeiras noites de amor, eu não mudaria nada. eu viveria elas novamente, quantas vezes fosse preciso, pra lembrar daquele gosto novo. cuja única definição não faria a menos diferença. e não importa o nome deles. pra mim A, pra você B, é tudo questão de metaforazinhas, não? não! pouco me importam as definições. "Se soubéssemos, não falaríamos nem tampouco pensaríamos", mas depois de mordida, essa gente vai até o talo e a gente se enrosca.
“A verdade e a mentira. (...) ansiosos de saber, felizes demais por ignorar, procuramos, no que é um remédio ao que não é; e no que não é, um alivio para o que é. Ora o real, ora a ilusão nos recolhe; e a alma em definitivo, não tem outros meios exceto o verdadeiro, que é sua arma – e a mentira sua armadura...”
Paul Valéry
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sábado, 19 de setembro de 2009
Eu quero ler meu nome estampado na bandeira municipal:
JOAQUIM GREGÓRIO DA SILVA MATOS GUERRA
soando por aí!
eu tenho inveja do poeta baiano
tantos antes de qualquer
familinha real
mentirinha do mal
já metia a boca no inferno
já era nosso poeta maldito
nosso maldizente querido
gregorio de matos guerra!
aqui está, meu querido
minha eterna paixão
pela sua habilidade vocabulímica e
colérica.
eu sonho com os malditos, sempre desejei os assombrosos:
JOAQUIM GREGÓRIO DA SILVA MATOS GUERRA NETO
vai ser o nome do meu neto!
espalharei por gerações
meus devaneios quinhentistas
incompreensíveis, indomáveis, amáveis, sombrios
tesos! tesos!
JOAQUIM GREGÓRIO DA SILVA MATOS GUERRA
soando por aí!
eu tenho inveja do poeta baiano
tantos antes de qualquer
familinha real
mentirinha do mal
já metia a boca no inferno
já era nosso poeta maldito
nosso maldizente querido
gregorio de matos guerra!
aqui está, meu querido
minha eterna paixão
pela sua habilidade vocabulímica e
colérica.
eu sonho com os malditos, sempre desejei os assombrosos:
JOAQUIM GREGÓRIO DA SILVA MATOS GUERRA NETO
vai ser o nome do meu neto!
espalharei por gerações
meus devaneios quinhentistas
incompreensíveis, indomáveis, amáveis, sombrios
tesos! tesos!
"Quem quer, só do querer faça vaidade,
Que quem logra em amor entendimento,
Não tem outro capricho, que a vontade."
o Mim do Eu se perdeu!
Eu não tenho identidade com o que escrito antes. Eu me perdi nos significados que brotaram de Mim. Eu me afoguei nos conceitos que transbordaram Comigo. Eu leio e não me entendo. Eu me leio e não sei quem escreveu, eu leio e não sei quem me escreveu. Eu ouço e digo que não entendeu. Eu escrevo e não sei quem disse. Eu afirmo e ainda não sei porquê interrogo. Eu não nasci pra definir. Eu nasci para traçar. Eu ainda não nasci. Eu ainda não morri. Eu ainda pensei em florir. Eu ainda queria voar. Eu ainda queria parar de acreditar. Eu queria pôr fogo nos incrédulos. Eu queria arder com os mentirosos, beijar os sinceros de olhar. Eu já estive adiantadamente à frente. Eu me ultrapassei. Hoje Eu tropeço em Mim. Hoje Eu me prendi às passadas. abri os passos. Eu nunca me vivi. Eu vivi em outras. Eu nunca me vi. Eu nunca me talhei. Eu nunca me assustei Comigo, porque Eu nunca estive ali. Eu sempre fui embora, Eu sempre vivi como quem chega de pára-quedas. minha curiosidade fugiu de Mim. minha curiosidade me passou, me mordeu. minha curiosidade sempre me pulsou, me fodeu. mas com ela foi que sempre vivi, a gente nunca se separou. hoje Eu cuspi ela no meio da Alvarenga. ela rodopiou e atingiu alguém. Eu fiquei na calçada com um pouco de pinga com mel. Eu vi ela ir embora, ela riu pra Mim. riu de Mim. Eu fechei os olhos e esqueci. eu pressenti, vivi, segui, revivi, desvivi e perdi. me perdi. me perdi de Mim. nunca liguei pra Mim. Mim sempre esteve cá e Eu lá. lá não sei onde!
"Eu nunca fui livre na minha vida. Por dentro eu sempre me persegui. Tornei-me insuportável para mim mesma."
domingo, 13 de setembro de 2009
anjo
sábado, 12 de setembro de 2009
Liberdade é bairro mas é como o japão fosse!
with a little help from ma frends comece observando a lua e suas crateras distantes. depois você passa um pouco de gel no cabelo e espera chover. vc pode fazer chover também, caso queira, pouco aconselhável eu diria, mas conselho não serve pra quasenada, a não ser que venha de algum ancião chinês. quando estiver chovendo basante, mas bastante mesmo, de enxarcar o nariz e derreter o gel do cabelo você começa a massagear seu próprio céu da boca. depois coloque dead can dance no repeat. eu disse no repeat! agora pare e reflita: passe a ouvir os materialistas dialéticos insistentemente, até dizer chega. quando você estiver cansado de tanta Terra, de tanta tese, antitese, conclusão, ciênciamalditacarnedosincomíveis, passe a ouvir os misticamente (in)coerentes, se afaste um pouco dessa materialidade coesa e ordeira, anarcocromatize-se!
I've seen the eyes of living dead, i'm telling you ma only frend, the end.
quando você achar que já se elevou o bastante para olhar tua cara no espelho e achar teus olhos fe-no-me-nais, você ouve um jazz de coltrane, eu disse col-tra-ne, mas pode ser charlie parker, e tome uns whiskys para comemorar tamanha evolução humana. compondo então mapas e, ao invés de signos, traços.
depois estufe a barriga até o
aaaaaalto
que tudo que soooobe
d
e
e
e
s
c
e
e a força vai vem tchum êta sobe e desce!
depois durma em paz
pedidos ou preces viram cera quente
lembre-se do seu estômago,
dos seus pés
e esqueça.
I've seen the eyes of living dead, i'm telling you ma only frend, the end.
quando você achar que já se elevou o bastante para olhar tua cara no espelho e achar teus olhos fe-no-me-nais, você ouve um jazz de coltrane, eu disse col-tra-ne, mas pode ser charlie parker, e tome uns whiskys para comemorar tamanha evolução humana. compondo então mapas e, ao invés de signos, traços.
depois estufe a barriga até o
aaaaaalto
que tudo que soooobe
d
e
e
e
s
c
e
e a força vai vem tchum êta sobe e desce!
depois durma em paz
pedidos ou preces viram cera quente
lembre-se do seu estômago,
dos seus pés
e esqueça.
domingo, 23 de agosto de 2009
tumtumtum.. no bar, lógico. mais um se move à espera. e nada muda. finge que muda, que não passou. e não digere nada! fica por aí, espalhado. não faz mais diferença nenhuma. tumtumtumtum bateu. a saudade bateu que doeu. do bar, lógico. saiu e não ficou mais nada. um pro sul. outro pro centro economico do país, centro economico do país. legal. outro pro centro, outro pro interior. adianta nunca. frase curta, palavra curta, fundem-se no mesmo empasse: garganta doente. ouvido doente. sem sentido algum. como tudo que me remete a isso - despedaçado mesmo. alô alô cacolândia falando, estas a ver mais uma edição do diário de bordo 2008 já morreu, falando diretamente da ordem das idéias: onde tudo deveria aconteder... palavra pontuda, palavra doente, palavra carente, palavra demente, palavra corrente. e aí, cara, deu aonde? diz aí? chegou aonde? chegou nada. tumtumtumtum.
domingo, 16 de agosto de 2009
A DESCOBERTA DO BRASIL
a trombeta soava e minha gente já batucava. rodeia, rodeia... naquela conversa mole, corpo mole, tanto sol antes da hora. já tinha visto tudo isso. cores, flores, dores, amores, torpores nas proximidades da Idade da Pedra - anos dois mil ou da gordura mal adquirida (ou delicadeza perdida). perdiam e riam, anunciavam e garantiam:
- Ah, eu vô morre hoje!
Panteão brasileiro a entidade suprema é Tupã.
- Ah, eu vô morre hoje!
Panteão brasileiro a entidade suprema é Tupã.
Dialogando
- antes eu queria ser grande.
- grande pra quê?
- ah, não sei.
- hoje eu tenho nojo.
- quer ir pra cuba comigo?
um dia lá em cuba dançando uma rumba disseram que eu era escandalosa
dancei e não me incomodei porque a rumba já é em si maliciosa
escandalosas...
- eu já fui doze vezes.
- deixa isso pra lá.
- o que é isso na parede?
- um deus.
- acha que eu fico bem de chapéu?
- quer ir pra cuba comigo?
- não, não é uma estrada, é uma viagem.
- grande pra quê?
- ah, não sei.
- hoje eu tenho nojo.
- quer ir pra cuba comigo?
um dia lá em cuba dançando uma rumba disseram que eu era escandalosa
dancei e não me incomodei porque a rumba já é em si maliciosa
escandalosas...
- eu já fui doze vezes.
- deixa isso pra lá.
- o que é isso na parede?
- um deus.
- acha que eu fico bem de chapéu?
- quer ir pra cuba comigo?
- não, não é uma estrada, é uma viagem.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
OUTRAS NOTAS DE UMA ORELHA ESQUECIDA
se você vai ler pela primeira vez, eu o invejo. não é todos os dias que temos essa revelação, logo no primeiro encontro com tais versos. e digo-lhe mais: você vai encontra-lo em um de seus melhores momentos.
os elefantes são por definição mitológicos, não tivessem eles carregado o mundo no dorso durante tanto tempo. o autor é também um mito. não ficaria nada admirado se, depois de ler o livro, você me viesse com uma pequena decepção.
pode acontecer que você já tenha ouvido elogios a respeito do autor e queria saber qual que é. em primeiro lugar, não empregamos uma linguagem bárbara. em segundo, o autor é um dos melhores vivos do brasil, quem sabe do mundo. e por que ele é menos conhecido? por ser misterioso. ninguém sabe onde mora, ninguém o vê. sabemos que existe pois publicou algumas coisas e - eis o thebest - de tempos em tempos aguns privilegiados recebem folhetos seus pelo correio. quando isso acontece os privilegiados vão para um canto e saboreiam as páginas como quem lambe os beiços. depois pelas ruas trocam sinais misteriosos, cochicham, olham para o mundo de cima. se alguém pronunciar vampiro de pasárgada, é ele. especialmente se lhe falar em pasárgada. e se há uma no mapa com esse nome, é outra. pasárgada mesmo está todinha nele. com seus tarados e solteironas, botequins e casos escuros. alguns pasargadenses ficam orgulhosos quando lhes dizem que moram na capital do mundo. mas isso é um código que eles não entendem. na verdade, eles nem moram na pasárgada.
não se preocupe com as histórias. se elas não terminarem é porque os personagens regressaram à sua vida normal ou o autor não quis acompanhá-lo mais. todos vivos, a distância entre as páginas e a realidade é menor do que entre uma rua e outra. (cuidado com os alfinetes. eles podem espetar quando você menos espera. não dê dinheiro ao velho). o segredo da grandeza de um autor é esse: trazer o mundo para dentro, sem distorções, sem desidratar a realidade. viver já é em si uma coisa espantosa. manter-se é como empalhar o pássaro sem que ele deixe de cantar. que faz? não empalha.
nas estórias não encontrou grandes tragédias ou sujeitos exepcionais. quem sabe seja um mundo tão real que não seja captado para nós de hoje: sua obra é todo um ato de sobrevivência (uau auau miau!). sobrevivendo num tipo de linguagem, num tipo de vida, num tipo de morte. teria escolhido uma estrada simples? dos que têm algo a dizer?
elefantes morrem na solidão. e além de tromba e marfim, tem dias de circo e furor. no mais, são mediocres e pacíficos. não diferem muito de nós. para o autor, homens vivem florestazinha particular, um assombro. homens-animais que precisam de ternura, tortura, sonho, frustações e chocolate.
(adaptando diretamente da boca da orelha de "cemitério de elefantes")
os elefantes são por definição mitológicos, não tivessem eles carregado o mundo no dorso durante tanto tempo. o autor é também um mito. não ficaria nada admirado se, depois de ler o livro, você me viesse com uma pequena decepção.
pode acontecer que você já tenha ouvido elogios a respeito do autor e queria saber qual que é. em primeiro lugar, não empregamos uma linguagem bárbara. em segundo, o autor é um dos melhores vivos do brasil, quem sabe do mundo. e por que ele é menos conhecido? por ser misterioso. ninguém sabe onde mora, ninguém o vê. sabemos que existe pois publicou algumas coisas e - eis o thebest - de tempos em tempos aguns privilegiados recebem folhetos seus pelo correio. quando isso acontece os privilegiados vão para um canto e saboreiam as páginas como quem lambe os beiços. depois pelas ruas trocam sinais misteriosos, cochicham, olham para o mundo de cima. se alguém pronunciar vampiro de pasárgada, é ele. especialmente se lhe falar em pasárgada. e se há uma no mapa com esse nome, é outra. pasárgada mesmo está todinha nele. com seus tarados e solteironas, botequins e casos escuros. alguns pasargadenses ficam orgulhosos quando lhes dizem que moram na capital do mundo. mas isso é um código que eles não entendem. na verdade, eles nem moram na pasárgada.
não se preocupe com as histórias. se elas não terminarem é porque os personagens regressaram à sua vida normal ou o autor não quis acompanhá-lo mais. todos vivos, a distância entre as páginas e a realidade é menor do que entre uma rua e outra. (cuidado com os alfinetes. eles podem espetar quando você menos espera. não dê dinheiro ao velho). o segredo da grandeza de um autor é esse: trazer o mundo para dentro, sem distorções, sem desidratar a realidade. viver já é em si uma coisa espantosa. manter-se é como empalhar o pássaro sem que ele deixe de cantar. que faz? não empalha.
nas estórias não encontrou grandes tragédias ou sujeitos exepcionais. quem sabe seja um mundo tão real que não seja captado para nós de hoje: sua obra é todo um ato de sobrevivência (uau auau miau!). sobrevivendo num tipo de linguagem, num tipo de vida, num tipo de morte. teria escolhido uma estrada simples? dos que têm algo a dizer?
elefantes morrem na solidão. e além de tromba e marfim, tem dias de circo e furor. no mais, são mediocres e pacíficos. não diferem muito de nós. para o autor, homens vivem florestazinha particular, um assombro. homens-animais que precisam de ternura, tortura, sonho, frustações e chocolate.
(adaptando diretamente da boca da orelha de "cemitério de elefantes")
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domingo, 9 de agosto de 2009
pudera mesmo as passagens se sobressaissem ao anseio de pregar-se à cadeira e se lamentar, mas aos curiosos nada resta mesmo além da sala escura e do vazio na multidão. pudera os desejos sinceros e travestidos pudessem vir à tona delicadamente, mas eles vêm de sorrateira à espera do perdão. a associação não passou de um pesadelo que, entorpecida, tornou a tomar. porque não desiste e pensa que resiste, mas que na verdade tosse e exala felizmente algum cantinho qualquermente encantado. e mesmo que nu, ainda resta o que pensou ser encantos e o palavreado sincero de um admiravel mundo novo. ou o rostinho infeliz de alguma mágoa sutil e dócil. a pratica é assustadora e a ousadia também. otário o que fechou os olhos na primeira vez em que viu. ou deixou-se abalar pela linha tênue entre a ironia e o desejo. a mão que te estende são essas, palavras. livres, confusas. e tristes.
a verdade inimiga do conforto soube-se de primeira até que a serpente mostrou-lhe o caminho da maçã. confunda-me deus, pelos tremores conceituais que tornei a chorar. se só aqui que posso contar aqui resta. na espera de algum ouvido amigo. mas quando aparece, estremece. ou deixa-se levar. afoga-se, mergulha. entra para a verdade da mentira. ou pela porta dos fundos. ou pela caixa do correio. ou pela cara que lhe esbofeteia e coloca-te na realidade de que o que buscou foi ilusório. ou transitório. os otimistas ficam com o ultimo. e quando não se resta mais saída, a gente se conforma. ou reconhece que o jeito é tolerar, virtuosos os impotentes. tão imperiosas as vontades que nao pode-se satisfaze-las sozinho? hora essas que passam tao rapidamente que nem sente o que outrora julgou fazer-se então poderosa. e de peça em peça suou até escaldar-se de tão exausto, deitando em cima da montanha esclarecido então de que finalmente falava sozinho.
a verdade inimiga do conforto soube-se de primeira até que a serpente mostrou-lhe o caminho da maçã. confunda-me deus, pelos tremores conceituais que tornei a chorar. se só aqui que posso contar aqui resta. na espera de algum ouvido amigo. mas quando aparece, estremece. ou deixa-se levar. afoga-se, mergulha. entra para a verdade da mentira. ou pela porta dos fundos. ou pela caixa do correio. ou pela cara que lhe esbofeteia e coloca-te na realidade de que o que buscou foi ilusório. ou transitório. os otimistas ficam com o ultimo. e quando não se resta mais saída, a gente se conforma. ou reconhece que o jeito é tolerar, virtuosos os impotentes. tão imperiosas as vontades que nao pode-se satisfaze-las sozinho? hora essas que passam tao rapidamente que nem sente o que outrora julgou fazer-se então poderosa. e de peça em peça suou até escaldar-se de tão exausto, deitando em cima da montanha esclarecido então de que finalmente falava sozinho.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Miscelânea, prazer.
Aquele passar atento alerto, desconfiado. Um corpo ágil, sinuoso, veloz, misterioso, sombrio, negro.. tão escuro que à escuridão só se avistava os contrastantes olhos verdes, enormes, lindos e arregalados, fixos aos meus.. aos mais detalhados movimentos.. comecei choramingando-lhe aos ombros, molhando parte daquele corpo magro e volátil. todo o contato lenta, sombria, assustadoramente bom. tão sombria e assustadoramente bom que no dia seguinte até acordava cantarolando alguma poesia que a gente não vive em alto e alegre tom..
Cass destruia sua beleza. beleza descomunal:
- você nem sabe a sorte que tem em ser feio. sabe, aos menos, que quando alguém se aproxima de você é por alguma coisa além da aparência. mas tua cara é bacana, esses caras não sabem de nada. me acusam de ser bonita, mas esquecem que não é a única coisa que se pode ou deve ser. esses filho da puta. acham que só porque nos pagam umas biritas são donos da gente. pensei que estivesses interessados em mim e não só no meu corpo.
- me interesso por você. e também por teu corpo. mas duvido que a maioria não se contente com o corpo.
Uma pena.
se suicidou, cortando a garganta.
a mais linda da cidade, morta aos vinte anos.
- O QUE?
Ah, me dá mais uma dose. e de vinho quente. do coração.
- e além disso ainda acham que sabem tudo sobre você. que já viveram tudo, que entendem tudo. sem cores vibrantes, mas ar soberano, seres superiores, suma sabedoria.. admirável sabedoria.. uns merdas. surdos de olho, cego de ouvido, estúpidos e precocemente inválidos. quando não se sabe dizer só por dizer, se escuta. fale o que quiser. e na minha escuta te deixo a dúvida fluída entre o não entedimento, o silêncio, a ausência. oua torturante indeferença. mas deixe disso.
fale-me.
- Orelha de aluguel? Pavor! Pavor!
- Ah, nada disso. Fale-me. é tudo brilhante no meu cérebro distante. mesmo quando você pensa que assusta, dizendo ser bem pior. devaneios tolos a te torturar..
- completamente tarados, atônitos e lelés. repetitivos? incrível como o Sol enlouquece a cabeça desses caras, questão de segundos. já contaram: evidente necessidade do samba, da necrofilia e da saudade! prato cheio eu engulo rápido. sempre engoli. me criei na Beira do Mar. tem paisagens distantes com amplidões medonhas. e tantas vidas de longe que sonham em cair na Beira do Mar, com suas carinhas tristonhas. bebendo Limite, com água morna e sal. isso é pura Magia. Cicatriza tudo e rapidinho. os zumbis só vêem isso nos quadrinhos. é da Beira do Mar! como passatempo quero mesmo te ver, cheia de aflição e com devoção. enquanto você diz se afogar no fosso, é a garganta do nosso poço, da Beira do Mar. com a mão em chamas, escrevo histórias com a boca. devorando as árvores e deixando as raízes para o vento, esse que vai levemente lamber-lhe o ouvido. veio da Beira do Mar, estrangular teu riso. larguei essas sementes, tire sua roupa e mergulhe. adoro o suor salgado do teu corpo. me lembra a Beira do Mar. o Zé nasceu no ser tão, é criatura da Beira do Mar. e nos deu a mensagem: à Beira Mar, um Táxi pra estação Lunar, trilhando a linda cabeleira vermelha, raios de um Sol lilás, fogo do corpo que cendeia os raios desse Sol, bela linda criatura bonita. e enquantotodos dizem ser Terra seu nome, é um Planeta Flamejante que veio de longe e foi cegado pelo Sol. aí decidiu se esculhambar...
- Quando a gente não pode fazer nada a gente avalha.
AVACALHA E SE ESCULHAMBA.
dançarinos da Terra, inundem-se à Beira do Mar.
Cass destruia sua beleza. beleza descomunal:
- você nem sabe a sorte que tem em ser feio. sabe, aos menos, que quando alguém se aproxima de você é por alguma coisa além da aparência. mas tua cara é bacana, esses caras não sabem de nada. me acusam de ser bonita, mas esquecem que não é a única coisa que se pode ou deve ser. esses filho da puta. acham que só porque nos pagam umas biritas são donos da gente. pensei que estivesses interessados em mim e não só no meu corpo.
- me interesso por você. e também por teu corpo. mas duvido que a maioria não se contente com o corpo.
Uma pena.
se suicidou, cortando a garganta.
a mais linda da cidade, morta aos vinte anos.
- O QUE?
Ah, me dá mais uma dose. e de vinho quente. do coração.
- e além disso ainda acham que sabem tudo sobre você. que já viveram tudo, que entendem tudo. sem cores vibrantes, mas ar soberano, seres superiores, suma sabedoria.. admirável sabedoria.. uns merdas. surdos de olho, cego de ouvido, estúpidos e precocemente inválidos. quando não se sabe dizer só por dizer, se escuta. fale o que quiser. e na minha escuta te deixo a dúvida fluída entre o não entedimento, o silêncio, a ausência. oua torturante indeferença. mas deixe disso.
fale-me.
- Orelha de aluguel? Pavor! Pavor!
- Ah, nada disso. Fale-me. é tudo brilhante no meu cérebro distante. mesmo quando você pensa que assusta, dizendo ser bem pior. devaneios tolos a te torturar..
- completamente tarados, atônitos e lelés. repetitivos? incrível como o Sol enlouquece a cabeça desses caras, questão de segundos. já contaram: evidente necessidade do samba, da necrofilia e da saudade! prato cheio eu engulo rápido. sempre engoli. me criei na Beira do Mar. tem paisagens distantes com amplidões medonhas. e tantas vidas de longe que sonham em cair na Beira do Mar, com suas carinhas tristonhas. bebendo Limite, com água morna e sal. isso é pura Magia. Cicatriza tudo e rapidinho. os zumbis só vêem isso nos quadrinhos. é da Beira do Mar! como passatempo quero mesmo te ver, cheia de aflição e com devoção. enquanto você diz se afogar no fosso, é a garganta do nosso poço, da Beira do Mar. com a mão em chamas, escrevo histórias com a boca. devorando as árvores e deixando as raízes para o vento, esse que vai levemente lamber-lhe o ouvido. veio da Beira do Mar, estrangular teu riso. larguei essas sementes, tire sua roupa e mergulhe. adoro o suor salgado do teu corpo. me lembra a Beira do Mar. o Zé nasceu no ser tão, é criatura da Beira do Mar. e nos deu a mensagem: à Beira Mar, um Táxi pra estação Lunar, trilhando a linda cabeleira vermelha, raios de um Sol lilás, fogo do corpo que cendeia os raios desse Sol, bela linda criatura bonita. e enquantotodos dizem ser Terra seu nome, é um Planeta Flamejante que veio de longe e foi cegado pelo Sol. aí decidiu se esculhambar...
- Quando a gente não pode fazer nada a gente avalha.
AVACALHA E SE ESCULHAMBA.
dançarinos da Terra, inundem-se à Beira do Mar.
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